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Conceito de visão segundo a

Optometria Comportamental

 

Classicamente a visão é definida como a capacidade de discriminar objetos. Portanto, para que exista visão é necessário que as células receptoras da retina e as vias neurológicas que vão até o córtex visual funcionem corretamente.

Baseados nessa definição, os oftalmologistas e os optometristas realizam nos seus consultórios exames de acuidade visual e determinam o erro refrativo de cada um dos seus pacientes, com o objetivo de que a imagem chegue com a máxima nitidez na retina e assim proporcionar uma boa visão. Também realizam exames de saúde ocular para descartar a possibilidade de que uma patologia interfira na visão.

Ou seja, para a maioria dos optometristas, oftalmologistas e das pessoas em geral ter uma visão de 20/20 (100%) é sinônimo de ter uma boa visão.

Porém, o conceito de visão dentro da Optometria Comportamental é muito mais amplo e está baseado no fato de que praticamente 80% da informação procedente de nosso entorno chega ao cérebro através da visão. Todos os lóbulos do cérebro estão envolvidos no processamento e interpretação da informação visual. Não podemos analisar a visão de uma maneira isolada porque não é correto pensar que no sistema visual somente intervêm dois globos oculares e as correspondentes vias neurológicas até o córtex visual. A visão está intimamente relacionada com todas as partes do individuo e vice-versa, portanto não podemos separar a visão do individuo e o individuo da visão.

No processo visual estão implicadas uma serie de habilidades que se aprendem desde o nascimento e se desenvolvem paralelamente ao processo de andar e falar. Necessitamos entre 8 e 12 anos da nossa vida para completar o desenvolvimento completo da visão. Isso significa que a visão se aprende e por iesse motivo pode ser treinada e melhorada.

A optometria comportamental não entende a visão como um sentido isolado ou separado dos outros sentidos, pensa na visão como uma peça que encaixa em um motor. O corpo está relacionado num todo e inclusive uma alteração ou disfunção que aparentemente não está relacionada com a visão pode influenciar nela e vice-versa.

A continuação detalhamos as áreas que formam e dependem da visão.

A visão nos dá informação de como é o mundo. Nos diz aonde estão as coisas, o que são as coisas e de que tamanho e cor são. Essa informação entra no córtex visual e este interpreta o significado, caso contrário, seriamos uma simples máquina fotográfica.

Dentro do córtex visual analisamos se o que vemos nos interessa ou não, se existe a necessidade de utilizar essa informação para uma ação imediata ou simplesmente armazenamos a informação para utilizá-la em outra ocasião.

A visão também cria equações espaciais para que os músculos se movam com precisão, faz cálculos para criar um mapa de onde está um objeto, realiza uma estimativa da dimensão e peso desse objeto... A visão é o “chefe”, é quem nos dá a informação e se não calculamos bem visualmente, não realizaremos bons cálculos motores.

Assim sendo, para a optometria comportamental não é suficiente ter uma acuidade visual de 20/20 para ter uma boa visão. É necessário que a informação que entra através do nosso sistema visual seja processada corretamente e que saia de uma maneira adequada para que a interação com as outras pessoas e com o mundo em geral seja correta.